Código e arquitetura
Atalho tomado sob prazo, duplicação, acoplamento. A origem mais fácil de tratar, porque está escrita em algum lugar.
Dívida técnica não chega como boleto. Chega como hora de gente cara gasta duas vezes no mesmo problema, e por isso nunca aparece no orçamento. São quatro campos. A conta é a mesma que usamos em diagnóstico, e ela roda todo ano, não uma vez.
Quatro campos. A mesma conta que usamos em diagnóstico, com os seus números.
Não sabe a fatia? Abaixo de 10% é operação com dívida contida. A média medida pela Stripe em 2018 foi de um terço da semana. Acima de 25%, o time está apagando incêndio.
O time de 8 entrega como um de 6,6. A diferença você já está pagando, todo mês, sem nunca ter aprovado essa despesa.
Escolha onde a fatia deveria estar depois do trabalho feito.
Se ninguém no time consegue responder a fatia acima com dado, e não com palpite, a dívida já está fora de controle. Não por ser grande, por ser invisível.
Diagnóstico com os sete sinais medidos, os itens ordenados por impacto no seu roadmap e o custo anual em reais. Depois disso, a decisão é de negócio, não de engenharia.
Código ruim é uma das quatro origens, e quase nunca a mais cara. As outras três não aparecem em nenhuma ferramenta de análise de código, e é por isso que auditoria só de repositório erra o diagnóstico.
Atalho tomado sob prazo, duplicação, acoplamento. A origem mais fácil de tratar, porque está escrita em algum lugar.
Quem pode dizer "isso não está pronto". Se ninguém pode, a dívida entra em produção por consenso.
Só daily. Ou só review. Um terço do processo gera a ilusão de controle, sem o efeito dele.
Um módulo que só uma pessoa entende. Não é problema técnico, é risco operacional com nome e período de férias.
Nenhum deles é opinião. Todos saem do histórico que o seu projeto já produz há anos e ninguém lê. Quatro dos sete não estão no código.
| sinal | limite saudável | o que significa quando estoura | origem |
|---|---|---|---|
| Arquivos que mudam junto | < 3 | Mexer em um obriga a mexer nos outros. Acoplamento escondido. | código |
| Retrabalho no mesmo trecho | < 15% | O conserto não pegou a causa. O problema volta. | código |
| Idade do "provisório" | < 90 dias | Virou permanente sem decisão. Ninguém assume. | código |
| Tempo de revisão parada | < 24 h | Ou ninguém lê, ou quem lê é gargalo único. | processo |
| Fatia do sistema com dono único | < 20% | Risco operacional com nome e CPF. | cultura |
| História sem critério de aceite | < 10% | "Pronto" vira negociação depois da entrega. | processo |
| Correção sobre correção | < 8% | O time está apagando incêndio, não construindo. | cultura |
Os três primeiros mostram o preço de não tratar. Os dois últimos, o retorno de tratar. Em todos, a dívida era conhecida antes de virar notícia. O que faltou não foi descoberta, foi prioridade defensável com número.
Funcionalidade desativada em 2003 nunca removida do repositório, instalação manual servidor a servidor.
fonte: SEC, Release 34-70694
Teste de migração sem o volume real de produção, cobrindo quase só operações de leitura.
fonte: FCA e Bank of England (PRA), 2022
Sistema de escala de tripulação de 2004, remendado por dezoito anos, substituição sempre adiada.
fonte: US DOT, 2023
Colocar mudança no ar era evento doloroso a cada duas semanas, time preso à ferramenta.
fonte: Bloomberg, 2013
Monitoramento de qualidade em componentes distribuídos, com custo crescendo junto com a audiência.
fonte: Prime Video Tech, 2023
Multiplique o tamanho do time pelas horas úteis do mês e pela fatia do tempo gasta em retrabalho, espera e caça a bug. O resultado em horas, vezes o custo médio da hora com encargos, vezes doze, é o custo anual. É a mesma conta que a calculadora desta página faz.
A Stripe mediu, em 2018, treze horas e meia por semana em dívida técnica numa semana média de quarenta e uma horas, cerca de um terço da capacidade. Operações com dívida contida ficam perto de oito por cento; acima de vinte e cinco por cento o time está apagando incêndio.
Não. Código é uma das quatro origens, e quase nunca a mais cara. As outras três são cultura da squad, rito ágil incompleto e conhecimento concentrado em uma pessoa. Quatro dos sete sinais que medimos não estão no repositório.
Na faixa que a calculadora usa, entre dois e cinco meses, dependendo de quão fundo é o corte. Reduzir os primeiros pontos percentuais é barato; os últimos custam caro, porque o que sobra é estrutural.
No diagnóstico, os sete sinais são medidos no seu repositório e no seu rito de squad, os itens saem ordenados por quanto travam do que você ainda vai construir, e o custo anual vem em reais. Depois disso, a decisão é de negócio, não de engenharia.